Mexendo com a roça

trabalho e movimento no Sertão Mineiro

Autores

  • Luiz Felipe Rocha Benites Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.53000/rr.v9i1.2075

Palavras-chave:

Roça, Trabalho, Movimento, Vale do São Francisco

Resumo

Este artigo busca abordar como a noção de roça orienta algumas práticas de sentido de moradores de duas comunidades rurais, Ribanceira e Gerais Velho, localizadas no Vale do São Francisco, norte de Minas Gerais.
Nessas localidades a ideia de roça surge emaranhada nas tramas da experiência do trabalho, relacionando mato, cidade, outras atividades laborais e moral dos trabalhadores. Os tempos e lugares da roça guardam um nexo com as práticas de pequenos e grandes deslocamentos que tecem os próprios fios do mundo que é
vivenciado. Nesses movimentos são delineados os vínculos entre pessoas e coisas, bem como o próprio sentido da experiência na roça.

Biografia do Autor

Luiz Felipe Rocha Benites, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor associado I de Antropologia do Departamento de História, no Instituto Multidisciplinar e professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

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Publicado

2015-10-10

Como Citar

Benites, L. F. R. (2015). Mexendo com a roça: trabalho e movimento no Sertão Mineiro. RURIS (Campinas, Online), 9(1). https://doi.org/10.53000/rr.v9i1.2075

Edição

Seção

Dossiê: Movimentos e práticas de circulação em coletividades rurais