Uma usina-símbolo

novas formas de gestão e proteção nas usinas pernambucanas

Autores

  • Thereza Menezes Universidade Federal do Amazonas

DOI:

https://doi.org/10.53000/rr.v1i2.653

Palavras-chave:

Agroindústria canavieira, Nordeste, Responsabilidade social, Gestão ambiental

Resumo

Durante a década de 1990, a Mata Sul pernambucana foi cenário de grandes transformações sociais expressas nas falências de usinas, demissões em massa de trabalhadores e ocupações de terra para fins de reforma agrária. Este artigo analisa, a partir de um estudo de caso, iniciativas de superação da crise através da modernização da gestão de usinas e investimento em práticas de proteção ambiental, bem como seus efeitos no quadro de relações sociais locais.

Biografia do Autor

Thereza Menezes, Universidade Federal do Amazonas

Doutora em antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora-adjunto I do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Amazonas.

Referências

ANDRADE, Manuel Correia de. A terra e o homem no Nordeste. São Paulo: Brasiliense, 1964.

ANDRADE, Manuel Correia de. Modernização e pobreza: a expansão da agroindústria canavieira seu impacto ecológico e social. São Paulo: Editora Unesp, 1994.

ANDRADE, Manuel Correia de. Espaço e tempo na agroindústria canavieira de Pernambuco. Estudos Avançados, São Paulo, USP, v. 15 n. 43, 2001.

BELLO, Julio. Memórias de um senhor de engenho. Recife: Fundape, 1985.

BEZERRA, Gregório. Memórias 1946-1969. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.

CALLADO, Antonio. Tempo de Arraes. Rio de Janeiro: José Álvaro Editora, 1964.

CAPPELIN, Paola. et al. As organizações sociais brasileiras e a responsabilidade social. In: KIRSHNER, Ana Maria et al. (Org.). Empresas. Empresários e globalização. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002, p. 253-277.

FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala. Rio de Janeiro: José Olympio, 1943.

JULIÃO, Francisco. O que são as ligas camponesas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1962.

LIRA, M. Gestão social e ambiental: a energia sustentável da cana. Boletim Folha da Cana, ano III, n. 4, ago. 2002.

MENEZES, Thereza C. C. Da cana ao caos: usos sociais do meio ambiente no litoral sul-pernambucano em perspectiva comparada. 2004. Tese (Doutorado em Antropologia) – PPGAS/Museu Nacional, Rio de Janeiro.

PALMEIRA, Moacir. Casa e trabalho: nota sobre as relações sociais na plantation tradicional. In: Actes du XLII Congrès des Américanistes. Paris, 1976, p. 305-315.

PALMEIRA, Moacir. The aftermath of peasant mobilization: rural conflicts in the Brasilian Northeast since 1964. In: AGUIAR, N. (Ed.). The structure of Brasilian development. Nova York: Transactin Books, 1977, p. 71-98.

PALMEIRA, Moacir. Modernização, Estado e questão agrária. Estudos Avançados, São Paulo, v. 3, n. 7, 1989.

ROSA, Marcelo. O engenho dos movimentos: reforma agrária e significação social na zona canavieira de Pernambuco, 2004. Tese (Doutorado em Ciências Humanas: Sociologia) – Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

SIGAUD, Lygia. Greve nos engenhos.Rio de Janeiro: Paz e Terra,1980.

SIGAUD, Lygia. Les paysans et le droit: le mode juridique de règlament des conflits. Information sur les Sciences Sociales, v. 38, n. 1, 1999.

Downloads

Publicado

2012-04-28

Como Citar

Menezes, T. (2012). Uma usina-símbolo: novas formas de gestão e proteção nas usinas pernambucanas. RURIS (Campinas, Online), 1(2). https://doi.org/10.53000/rr.v1i2.653

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)