https://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/simbolica/issue/feedSimbólica - Revista de Filosofia da Cultura e Estudos Interdisciplinares2026-06-15T00:00:00-03:00Rafael Rodrigues Garciasimbolic@unicamp.brOpen Journal Systems<p><strong>Apresentação</strong></p> <p>Organizada pelo Grupo de Pesquisa Neokantismo e Filosofia da Cultura (CNPq) e GT homônimo da ANPOF, a <em>Simbólica - Revista de Filosofia da Cultura e Estudos Interdisciplinares</em> almeja ser uma publicação periódica que dê vazão a este campo da filosofia que, nas últimas décadas, tem despontado como um grande potencial tanto para a própria filosofia como para estudos interdisciplinares que se relacionam com ela.</p> <p>Tendo como ponto de partida a Filosofia da cultura promovida pelo movimento Neokantiano, frequentemente em interlocução com outras correntes filosóficas de seu tempo (especialmente a Fenomenologia e a Filosofia da Vida), a <em>Simbólica</em> não pretende se circunscrever apenas a este movimento ou a este período histórico, senão busca dar lugar às diversas tematizações da cultura em investigações filosóficas e interdisciplinares. Assim, a <em>Simbólica</em> visa tanto ao trabalho historiográfico da filosofia como a discussões contemporâneas em torno da cultura.</p> <p> </p> <p><br /><strong>Informações Gerais</strong></p> <p><strong>Área do conhecimento:</strong> Filosofia<br /><strong>Ano de fundação:</strong> 2024<br /><strong>Título abreviado:</strong> Simbólica<br /><strong>E-mail:</strong> simbolic@unicamp.br<br /><strong>Unidades Sediadoras:</strong> Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); Universidade Federal do Ceará (UFC)<br /><strong>Prefixo DOI:</strong> 10.53000</p> <p><strong>Apoio:</strong> Programa Cientista Chefe da Cultura, Inovação e Inclusão Social do Governo do Estado do Ceará</p>https://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/simbolica/article/view/5524Desigualdade, solidão e aspecto político2026-05-27T10:26:54-03:00Andrew Schaapa.w.schaap@ex.ac.ukGiovana Rodrigues de Oliveiraacademyazra7@gmail.com<p>Os democratas radicais destacam momentos marcantes da ação política, que perturbam os hábitos cotidianos de percepção que sustentam relações sociais desiguais. Ao fazer isso, no entanto, às vezes negligenciamos como as condições sociais – tal como a precarização do trabalho, o deslocamento social e a exposição diária à violência – podem minar a capacidade de ação política ou podem ser contestadas de modos pacíficos. Apesar das diferenças, dois pensadores que influenciaram a teoria democrática radical (Hannah Arendt e Jacques Rancière) têm recebido críticas de modo similar por contribuírem para uma imagem tão desprovida de peso social da política. Contudo, ao nos atentarmos à forma como cada um deles se vê preocupado com as condições sociais da desigualdade e solidão nos levam a reconhecer dois aspectos distintos da democracia política – a emancipação e a civilidade. Cultivando uma flexibilidade interpretativa que lhes permita alternar entre esses aspectos da política, os democratas radicais talvez consigam visualizar com maior clareza como as conquistas aparentes são limitadas e moldadas pelas condições sociais em que se concretizam.</p>2026-06-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Simbólica - Revista de Filosofia da Cultura e Estudos Interdisciplinareshttps://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/simbolica/article/view/5514Rancière e a recuperação da política2026-04-21T12:30:25-03:00Bert OlivierOlivierG1@ufs.ac.zaGiovana Rodrigues de Oliveiraacademyazra7@gmail.com<p>No trabalho de Jacques Rancière apresenta-se um retorno caloroso e intransigente sobre a questão do político – ou política, propriamente dita – em oposição à política no sentido ordinário da palavra. Para Rancière, o político é algo irredutível, onde a igualdade fundamental de todas as matérias humanas se manifesta em si mesma, enquanto a política comum é a perversão do político na medida em que encobre essa igualdade instituindo no lugar um arranjo hierárquico da “<em>polis</em>”. Por essa razão, Rancière alega que política habitual é o trabalho que ele chama de “polícia” (não no significado comum), aqui representa a instância que divide a <em>polis</em> de acordo com os interesses daqueles que têm uma “parte” nela. A preocupação de Rancière, contudo, é com a parte do <em>de-mos</em> – ou seja, aqueles “sem parte” – que são ao mesmo tempo excluídos de políticas e inerentes a ela como seu outro constante, ou sua sombra. Este artigo explora as implicações da radicalização por Rancière da noção de “político” – ou da “política” no sentido da busca democrática pela igualdade – para o domínio hierárquico e consensual da (<em>pseudo</em>) política sob a “polícia”, e para as perspectivas da democracia, especialmente considerando o papel ao qual Rancière chama de “dissenso”.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Simbólica - Revista de Filosofia da Cultura e Estudos Interdisciplinareshttps://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/simbolica/article/view/5520Colocar em cena a democracia2026-05-16T08:54:30-03:00Ângela Cristina Salgueiro Marquesangelasalgueiro@gmail.com<p>Este artigo explora alguns conceitos trabalhados por Jacques Rancière no livro <em>O Desentendimento</em>, de modo a definir a democracia enquanto processo que deriva da inscrição e enunciação dos sujeitos em uma cena de dissenso, que eles criam e recriam por meio de suas ações. Através da insurgência e do aparecimento político de duas mulheres, Jeanne Deroin e Rosa Parks, vemos como Rancière define um método e uma forma de escrita para evidenciar a dimensão estética da política, incluindo aí suas características excessivas, intervalares e dramatúrgicas. Ele se propõe a apresentar e remontar os dois eventos a partir de uma <em>mise en scène</em> que promove uma fratura em um sistema de identidades constituídas, inventa novos modos de experimentar outras formas de enunciação e de existência. Sob esse aspecto, as cenas polêmicas são modeladas nos intervalos entre polícias e políticas, recortando diferentemente o tempo, o espaço, o visível e o invisível, criando enquadramentos consensuais ou dissensuais para orientar nossa experiência no mundo. Esse embate redefine os imaginários políticos que estruturam a maneira como imaginamos nossa existência junto com os outros.</p>2026-06-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Simbólica - Revista de Filosofia da Cultura e Estudos Interdisciplinareshttps://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/simbolica/article/view/5495Jacques Rancière e a resistência como dissenso na política e na arte2026-04-27T11:31:18-03:00Irisvaldo Laurindo de Souzairandesouza@gmail.com<p>O artigo discute a noção de dissenso ou resistência como categoria estruturante do pensamento de Jacques Rancière. No âmbito da partilha do sensível, o dissenso se opõe frontalmente ao consenso que legitima as hierarquias sociais. Ao romper as evidências sensíveis que prescrevem quem manda e quem obedece, o dissenso funda a política com a subjetivação de novos sujeitos. No domínio da arte, o dissenso também está na matriz da revolução estética, que supera a racionalidade hierárquica da mímesis e transforma as manifestações artísticas em <em>loci </em>de igualdade dos seres e das coisas.</p>2026-06-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Simbólica - Revista de Filosofia da Cultura e Estudos Interdisciplinares