A dor do negativo: algumas considerações sobre a legitimidade da filosofia extraeuropeia
The suffering of the negative: some considerations on the legitimacy of extra-European philosophy
Resumo
A tese de Werle sobre a filosofia extraeuropeia (A especificidade da filosofia ocidental europeia diante da filosofia oriental ou africana) não expressa apenas seu próprio posicionamento teórico, mas também é o canal mediante o qual é transmitido um posicionamento teórico coletivo sobre o que é e o que não é a filosofia. Ela nega a filosofia extraeuropeia, porque ela não tem traços característicos do conceito de filosofia e é um grito do coração. Ela a afirma, porque ela tem racionalidade, mas uma tal que é incipiente, deficiente e ineficiente. Portanto, uma afirmação oscilante e claudicante que, no fundo, retoma sua negação e manifesta sintomaticamente o estágio atual de desenvolvimento da consciência filosófica brasileira. Tendo em vista uma avaliação crítica capaz de demonstrar os limites daquela tese, essa última será confrontada com três enquadramentos teóricos: a história da filosofia ocidental (Habermas), a filosofia intercultural (Mall) e a história da filosofia no Brasil (Domingues). Por fim, serão feitas algumas observações prospectivas sobre a prática acadêmico-profissional da filosofia no Brasil.
Palavras-chaves: filosofia ocidental europeia, filosofia extraeuropeia e racionalidade.
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