A teatrocracia como paradigma político

do positivo Rancière ao negativo Han

Autores

  • Luis Felipe G. Lucas UEL - Universidade Estadual de Londrina

Palavras-chave:

Teatrocracia. Paradigma. Política. Rancière. Byung-Chul Han.

Resumo

O presente artigo se propõe a seguir a partir do questionamento: o que é uma teatrocracia? Qual a ideia de que desejamos levar ao nosso leitor a desenvolver ou formular, ao nos referirmos a teatrocracia como um paradigma político? A medida em que o texto se desenvolve, comprometemo-nos em ressaltar a teatrocracia, como um novo paradigma político. Entendemos essa nova forma que a prática política tem desenvolvida como a formação de um modelo em que as sociedades se baseiam na ação teatral, na relação entre a atuação e representação dos sujeitos. A teatrocracia contemporânea, esta que é o objeto de discussão do presente texto, ocorre por meio da constante ação representativa dos outros nas relações sociais, com a manifestação de funções, ações, representações e práticas que promovem a interação e a conexão entre sujeitos distintos. Somos conduzidos a leitura de que com o advento das redes-socais o espaço político tem se tornado cada vez mais digitalizado e menos analógico. Portanto, trata-se da formação de narrativas e discursos com foco expressivo e público em um ambiente o qual, leis e diretrizes ainda são complexos e de difícil definição. Configura-se assim um novo espaço para a ação política, um espaço extremamente rico, mas também perigoso, pois a operação dentro deste ambiente pode intensificar os processos de afastamento do ambiente comum. Vemos a importância em discutir esse tema dada essas características da teatrocracia.

Referências

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Publicado

2026-06-24

Como Citar

A teatrocracia como paradigma político: do positivo Rancière ao negativo Han. (2026). Simbólica - Revista de Filosofia da Cultura e Estudos Interdisciplinares, 2(1), e2026103. https://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/simbolica/article/view/5515

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