Orientalismo alemão e a falácia da inexistência de filosofia na China
German Orientalism and the Fallacy of the Nonexistence of Philosophy in China
Resumo
O texto analisa como filósofos alemães como Herder, Hegel e Schelling construíram uma visão negativa e reducionista da filosofia chinesa, baseada em estereótipos e eurocentrismo. Herder descreveu a China como uma “múmia embalsamada”, atribuindo sua suposta estagnação a características biológicas e geográficas. Hegel negou o estatuto filosófico ao pensamento chinês, alegando ausência de liberdade individual e deficiências linguísticas. Schelling associou a China a uma “humanidade genérica” sem mitologia, essencial para o progresso histórico. Essas interpretações, fundamentadas em preconceitos e fontes limitadas, influenciaram e influenciam até hoje a concepção ocidental predominante de filosofia, legitimando discursos colonialistas. O texto critica essas visões, destacando sua arbitrariedade e falha metodológica, e defende a pluralidade filosófica, questionando os critérios ocidentais supostamente universais. Conclui com um chamado para descolonizar o cânone filosófico e promover diálogos interculturais mais consistentes.
Palavras-Chave: Idealismo alemão; eurocentrismo; colonialismo filosófico; filosofia chinesa.
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