Mito e linguagem
os limites da articulação da filosofia das formas simbólicas, o mito e seu irrompimento na cultura iluminada
DOI:
https://doi.org/10.53000/xwn23t18Palavras-chave:
Filosofia das formas simbólicas, Linguagem, Mito, Funcionalização, TotalitarismoResumo
O presente trabalho pretende discutir o enfrentamento da fragmentação nas ciências humanas, proposto por Ernst Cassirer (1874-1945), segundo o filósofo, no final do século XIX e início do século XX as ciências humanas fragmentaram-se de tal modo que cada área reduzia a cultura humana ao seu próprio objeto de estudo. Ele via essa desagregação como natural à ciência, incluindo as ciências naturais, que reduziam o mundo a diferentes perspectivas: biologia, física ou química, ameaçando a unidade do conhecimento. O trabalho propõe expor as formas simbólicas do mito e da linguagem, como descrito por Cassirer em sua Filosofia das formas simbólicas, e investigar suas articulações e limites. A Filosofia das formas simbólicas busca unir diversas orientações em um sistema com unidade funcional. No entanto, em Ensaio sobre o homem de 1944, influenciado pelo totalitarismo, Cassirer revisou sua percepção otimista, o que inclui a superação do mito. A hipótese central é que a unidade da funcionalização do conhecimento pode manifestar-se como totalitarismo cultural e político.
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